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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Formação em (tempo de) Crise?

A vivermos tempos difíceis, o nosso futebol tem sido também afectado. Fala-se das dificuldades económicas dos clubes que, com dificuldade para pagar aos seus funcionários, revelam também dificuldade para contratar jogadores de qualidade minimamente aceitável. Para além de orçamentos cada vez mais magros, também as receitas vão sendo menores devido à falta de patrocinadores e pelo facto de o público ir-se afastando dos estádios.
Há alguns dias atrás, assisti a um jogo da Liga Orangina (Varzim vs Oliveirense) e foi com agrado que vi as bancadas do clube poveiro bem preenchidas de público. Questionei-me sobre quais seriam as razões de tal "enchente"...
Não sendo, porventura, a razão principal, julgo que uma parte deste sucesso está intimamente relacionada com a aposta da direcção varzinista em jogadores da sua formação, que, por sua vez, "arrastam" consigo as suas famílias e os seus amigos.
Ao contrário de muitos outros clubes nacionais, o Varzim SC tem apostado fortemente na "prata da casa" e, com isso, tem revelado ao mundo futebolístico jovens talentos portugueses. E digo portugueses, pois tem havido um "tsunami" de jogadores estrangeiros que invadem os escalões de formação dos clubes nacionais.
É o poder da globalização a ditar leis...
Outro clube que também pretendo referenciar é o Gil Vicente, digno clube da Cidade de Barcelos, que parece querer agora apostar em jogadores formados nas suas fileiras. Temos o caso do Zé Luís (embora seja de Cabo Verde, julgo eu) e do Hugo Vieira.
O sucesso só se alcança com a devida adaptação à realidade.
O tempo das loucuras e dos gastos supérfluos já lá vai.
Há que ter contenção e olho para o negócio, mas também para o espectáculo. 

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